''Volto para casa me perguntando porque me exponho a situações que eu mesma não aceito. Volto para casa com meus valores quebrados e com ar de solidão, prometendo parar, ser mais racional. Todas as vezes vou com a ideia fixa de que dessa vez não vai acontecer e volto decepcionada comigo mesma. A pior mentira, é mentir para si mesmo.
Arrepender é muito ruim, é uma dor que você sente sozinho e nenhum consolo é suficiente, envergonhar de si mesmo é mais triste ainda.
Agora entendo o porque de não conseguir continuar relacionamentos e ter coisas fixas na minha vida, é porque eu mesma tenho terminado comigo, tenho me machucado cada vez mais. E dói admitir, dói chegar a tais conclusões, porque eu não sei se sou capaz de ser livre.
Todos vocês me olham e minha capa convence. Meu ar de felicidade, meu sorriso sempre presente só me fazem parecer. Parecer é fácil. As páginas do meu livro estão um pouco mofadas, rasgadas e sujas, mas ninguém vê, ninguém tem coragem de abrir o livro. As pessoas estão interessadas no que você tem a dar, se for bom você está dentro, se não for elas vão te rejeitar. Então eu finjo, me escondo para ser aceita. Fico sem conteúdo e fútil, me junto a todos vocês. E muitas vezes, faço isso para esconder de mim mesma.
É mais fácil viver fingindo, mas não é o suficiente. Uma hora cansa.
Olho no espelho: enxergo um coração partido, olhos sujos e mãos vazias. Ressaca de amor, de bebida, de mim. Ressaca da vida. Me pergunto se sou eu, pra onde fui e pra onde irei. Me perdi no tempo e já nem sei mais quem sou.
Quando fui mais feliz, eu soube controlar cada passo, soube dizer não. Mas acontece, acaba.. É aquele ciclo, que eu sempre falo.
Agora, acima de todos, preciso de mim. Eu quero você, sei que se você estivesse por aqui a metade dos meus problemas estariam resolvidos só por ter a sua presença, mas hoje eu preciso esquecer minhas vontades e ser feliz sem você, para então ser feliz comigo e depois, se ainda quiser, poder ser feliz com você (ou qualquer outro). Hoje eu preciso de mim.''
Gabri
Agora, acima de todos, preciso de mim. Eu quero você, sei que se você estivesse por aqui a metade dos meus problemas estariam resolvidos só por ter a sua presença, mas hoje eu preciso esquecer minhas vontades e ser feliz sem você, para então ser feliz comigo e depois, se ainda quiser, poder ser feliz com você (ou qualquer outro). Hoje eu preciso de mim.''
Gabri

lindo seu texto, gostei muito :))
ResponderExcluirO texto além de bem escrito,é pura verdade. As vezes nos acostumamos a nos enganar, colocamos a nossa máscara de sorrisos e felicidades e apreciamos quando agradamos os outros. Acreditamos que estamos fazendo o melhor pra todos sendo assim, não preocupamos os demais com as nossas reais preocupações, pensamentos profundos e sentimentos verdadeiros. Mas no fundo queremos que eles se preocupem sem termos que mostrar quão mal estamos por dentro. Senti/sinto isso na pele quase todos os dias da minha vida e me identifiquei muito com seu texto. Encontrei ele devido ao Facebook, e talvez ir com o fluxo e se deixar ser fútil por um momento não é de todo ruim: aproxima pensamentos parecidos. Além disso sempre vamos continuar sendo profundas, confusas, repletas de questionamentos, e mesmo que não gritemos diretamente para o mundo que não somos como todos os outros, continuamos a produzir coisas boas, como esse texto.
ResponderExcluirObrigada pelas palavras.
Bom fimdesemana,
Beijos,
Maisa.
Acho que mais do que abrir o livro, é você se permitir lê-lo! O desafio maior tá em ver o que tem de seu nessa história toda! É fácil trocar de capa e parecer que tá tudo bem quando não se abre o livro.
ResponderExcluirAdorei a metáfora, Gabi! Sinceramente, vc tem sido uma surpresa pra mim a cada nova oportunidade! Quisera eu ter essa destreza com as palavras e essa plenitude de reflexão!!
beijos, Linda.
Bráulio